Série: Tóquio, Japão - Julho de 2025

29 de julho de 2025

2 de setembro de 2026

Último dia de Japão: obrigada Deus por Yokohama

29 de julho de 2025. Agora sim, o último dia em Tóquio. Não só em Tóquio. Como disse no dia anterior: eu esperava que o dia 28 fosse o último, esperava que a programação desse dia fosse se resumir a arrumar as malas, fazer check-out do hotel, almoçar em algum lugar qualquer, ir até o aeroporto de Haneda e esperar mofando pelo vôo que só partia cerca de uma da manhã do dia seguinte. A única peça de roupa importante que coloquei foi a minha bata creme, que usei muito nessa viagem, que usei em Dubai e passei muito bem. O resto eram roupas masculinas. Eu estava uma pessoa masculina, infelizmente. Espero que da próxima vez não precise passar por isso em nenhum momento, inclusive evitando países extremamente transfóbicos para fazer ponte se necessário.

Bom, de início o rolê foi esse mesmo. Nós terminamos de arrumar as malas, o que tenho a impressão de que já tínhamos começado tempos antes, de que não tínhamos deixado tudo para última hora. Não me lembro de um momento desesperador para arrumar as malas. Acho que já disse isso mas nosso quarto de hotel era um varal gigante, nós botávamos as roupas para lavar, tentávamos dar um migué para secar, mas sempre voltavam bem úmidas e aí saíamos estendendo por qualquer lugar estendível do quarto. Nós terminamos de esvaziar esse varal gigante, colocamos tudo nas malas. Estava muito mais fácil de organizar as malas. Chegamos ao Japão com uma, estávamos saindo do Japão com quatro (duas de mão, duas grandes). Apesar de estarmos carregando uma quantidade generosa de novidades havia muito espaço para acomodá-las, mas acredito que conseguimos encher as quatro.

Fizemos o bendito do check-out e tivemos a brilhante ideia de descer a ladeira de Otsuka com essas quatro malas. Três malas eram tranquilas de levar, mas havia a mala que trouxemos do Brasil, emprestada da nossa baa-chan, que tinha uma estrutura um pouco mais complexa do que um caixote com rodinha e era bem mais difícil de carregar. Foi um esforço e tanto, já cansei o suficiente para não querer mais nada assim que chegamos perto da estação, mas... a ideia ainda não era pegar o metrô para Shinagawa, nós almoçaríamos pela última vez em Otsuka, no restaurante que encontramos pela primeira vez numa noite, não lembro se voltando de Ginza ainda com fome ou se em outro dia e comemos um gyoza com queijo pelo qual me apaixonei perdidamente já que gyoza é minha comida japonesa favorita. Talvez eu tenha repetido esse gyoza. Demos um jeito de entrar lá com todas as malas, deu um trabalhão, mas entramos, pedimos tudo aquilo que faria nosso coração feliz, fomos felizes e depois saímos.

Agora sim, metrô para Shinagawa. Shinagawa era uma estação que ficava praticamente no extremo oposto de Otsuka, portanto poderíamos pegar tanto o sentido Ueno quanto o sentido Ikebukuro, e eu preferi o Ikebukuro porque passaríamos novamente por Shinjuku, Shibuya e Harajuku, além de poder ouvir pela última vez a musiquinha de Takadanobaba. Pegamos o metrô. E, quando fomos chegando em Harajuku, algo no meu coração começou a pegar fogo, fogo, fogo, e seguimos reto sentido Shinagawa comigo sofrendo dessa dor no coração.

Chegamos em Shinagawa. Shinagawa é, de todas as grandes estações de metrô de Tóquio, a mais esquisita para mim. Não é tão grande assim mas tem um shopping, e sinceramente a troca de linha para a linha Keikyu é muito estranha, mas muito estranha. É a mesma linha, mas você precisa prestar atenção, se colocar em algum lugar específico, porque de acordo com essa escolha você segue reto sentido Yokohama ou desce para Haneda. Enfim, eu observei tudo isso, observei... observei... e aí sugeri à minha esposa que ela encontrasse um lugar para ficar por meia hora, no máximo uma hora, que consumisse o que quisesse se fosse necessário, porque havia algo que eu precisava muito fazer. Achamos uma espécie de padaria e eu deixei todas as malas com ela, ela ficou numa mesa bem escondidinha, lá no fundo, dividida entre descansar e ter medo de alguém achar ruim que ela estava lá. Então eu peguei de volta o metrô e voltei a Harajuku. Tudo isso correndo porque não queria que ela ficasse esperando desconfortável.

Em Harajuku, desci e fui à Takeshita Street pela última vez. Fui até a Yosuke. Foda-se. Mesmo com as roupas masculinas, com a possibilidade de que os vendedores me reconhecessem e estranhassem o movimento, mesmo que eles estranhassem o movimento que eu iria fazer independente de me reconhecerem ou não. Achei aquela sandália plataforma enorme xadrez vermelha tamanho G, não experimentei de novo (há limites para a coragem), simplesmente comprei e levei. Foda-se. Se não fosse mesmo servir eu daria um jeito. Eu iria num sapateiro, eu usaria alguma técnica de alargamento da tira, porque a palmilha e o meu pé se encaixavam bem, o problema era a tira apertada. Mas eu precisava levar aquela sandália, não havia possibilidade de eu ir embora daquele país em paz sem aquela sandália. Eu pesquisei por ela na AliExpress, pesquisei por lojas parecidas, achei o próprio site da Yosuke internacional e não havia ela em lugar algum, eu não estava suportando a ideia de que eu não levaria um sapato do Japão e não me aguentei. Devo dizer: hoje ela encaixa muito bem, já usei várias vezes, é meu primeiro xodó gothic lolita.

Voltei correndo para Shinagawa, acho que se passaram mesmo uns trinta minutos nessa brincadeira. Compramos mesmo alguma comidinha e bebida lá para não passar vergonha, comemos e bebemos, e partimos, com três malas confortáveis e uma mala dificílima de carregar. Que fique claro que somos gratíssimas à nossa baa-chan pela mala, mas é importante dizer que meu braço estava desenvolvendo tentáculos para conseguir carregá-la, e Shinagawa era bem pouco confortável para quem estava carregando peso por ter escadas por todo canto. Também posso dizer que esse dia provavelmente foi interrompido algumas vezes pela minha necessidade de sacar dinheiro ou colocar dinheiro em algum cartão, porque já estávamos no limite do limite das contas. Fizemos então o ritual para pegar a linha Keikyu, na fé de que acertaríamos o sentido Haneda. É muito legal que você passa metade do trajeto sem saber se acertou ou errou (provavelmente não, deve estar escrito em algum lugar, mas somos estrangeiras e burras), então até Keikyu-Kamata ficou aquela ansiedade de se o trem seguiria reto ou desceria. Desceu. Tudo certo. Maravilha.

Chegamos ali em Haneda lá pelas três horas da tarde. Paz, era só ficar lá até uma da manhã, que simples... exceto que não, não era isso que eu queria. Eu estava infectada pela prima da minha esposa falando que Yokohama era um lugar maravilhoso, passei um tempo investigando como fazer para chegar lá, deixaria quieto se fosse longe mas era só pegar o outro sentido da linha Keikyu. Mas até então eu não acreditava que poderia executar um plano tão mirabolante. Fui casando possibilidades na minha cabeça, vendo o que havia de estrutura no aeroporto, mas principalmente ainda pensando que as chances eram baixas porque eu queria fazer o check-in logo e ficar em paz. O primeiro sinal de que deveríamos partir para Yokohama era que, obviamente, se o vôo era uma da manhã, não havia ninguém no aeroporto fazendo check-in para ele, aliás todas as aviações presentes no aeroporto naquele horário eram diferentes da que pegamos. Depois disso ainda descobri que não era uma facada deixar as malas lá passando o dia. Então decidi: deixaríamos as malas no aeroporto para ter paz, porque seria impossível carregar aquela mala milenar pelo resto do dia, e partiríamos para Yokohama.

Nessa correria de contar sobre Yokohama nem contei como foi a experiência de chegar a Haneda: primeiro me deu uma saudade triste do dia em que chegamos em Tóquio ao sair do trem e perceber que estávamos do outro lado da linha, depois me chateei porque uma mulher queria muito que provássemos um kimono por um valor lá e eu também queria muito mas não naquelas condições, e... tá, foi só. Não é assim o maior aeroporto do mundo, não tem nada de extraordinário, exceto talvez o preço para embalar a mala que é 25% do valor cobrado em Guarulhos.

Então voltamos ao metrô, de mãos vazias, descansadas, apenas a mochila, a carteira, os cartões e um sorriso no rosto. Mais um dia bem-aproveitado no Japão. Mais um dia bem-aproveitado no Japão. Mais um dia bem-aproveitado no Japão!!! Fomos de volta para Keikyu-Kamata, o exato mesmo caminho que fizemos na primeira vez em que pegamos um trem em Tóquio, descemos e pegamos outro trem para Yokohama. Só esse trem já valeria toda a viagem: essa parte da região de Tóquio que se relaciona com a baía é linda, o trajeto para Chiba era lindo, essa parte indo para Yokohama também. Linda, linda, lindíssima. Também senti o clima mudando um pouco dentro do metrô, as pessoas ficando um pouco mais normais como a caminho de Takasaki, o que me deu um pouco de apreensão mas tudo bem. A cidade super-urbana de Tóquio ia lentamente se convertendo numa cidade portuária, mais maquinários surgindo, navios, ainda com prédios mas um pouco menores até então.

Até que chegamos em Yokohama. A estação em si era enorme, tivemos até um pouquinho de dificuldade em entender como funcionava e sair, precisei usar o celular para isso. Mas saímos. Saímos numa rua e logo demos de cara com uma ponte maravilhosa, com um rio que desaguava no mar, e num caminho que levava a uma espécie de shopping que ficava bem entre essa parte da ponte e a outra. Parecia um shopping bem interessante porque de todo ângulo nos permitia olhar para esse rio então fomos seguindo por passarelas até chegar nele. E andamos do lado de fora. Do primeiro andar, depois subindo andar a andar para apreciar novos tipos de vista, até chegar no último. O shopping em si não tinha muito cara de shopping: tinha um clima bastante tropical, era lindo, cheio de decorações, os ângulos do lado de fora trabalhados para imaginar e criar cenas românticas, era maravilhoso. Ali de cima, já saindo para a outra ponte, conseguíamos enxergar vários prédios enormes de grandes empresas japonesas como a Sony, além do principal que era o estádio de Yokohama. Um mar lindo, incrível. Uma vista absurda de boa.

Depois de aproveitar um pouco a vista, decidimos gastar todos os ienes que tinham sobrado da viagem... que sinceramente eram muito poucos. No aeroporto, se precisássemos de alguma coisa, eu usaria meu cartão de crédito, foda-se, a aventura no Japão estava para acabar. Então circulamos o shopping inteiro atrás de alguma coisa interessante para comer. Eu queria muito, mas muito, mas muito, mas exageradamente, mas absurdamente, mas mais do que tudo nessa vida, um docinho bem gostoso. Eu passei o Japão inteiro sem comer um bom chocolate. E eu não queria arriscar comprar algum doce só para descobrir que era um doce japonês, daqueles doces que são normais, que são decentes, que são saudáveis, que não vão te colocar mais perto das diabetes, que não vão levar à sobrecarga do sistema de saúde do país. Chega! Eu queria um chocolate bem chocolate, bem delicioso, bem doce, bem pecaminoso, só não precisava ser gorduroso porque eu queria chocolate de verdade, algo que não andamos encontrando muito no Brasil também. Aí namoramos várias lojas e lugares pensando, tentando encontrar algo que pudesse satisfazer toda a minha voracidade, até que... decidimos gastar cada iene no cartão, cada moedinha que sobrou no meu bolso, em chocolates da Lindt. Esse momento foi muito, mas muito especial mesmo, e marcante. Em primeiro lugar, a minha saudade de chocolate foi resolvida e muito bem resolvida porque os chocolates da Lindt no Japão, para ser bem sincera, são mais gostosos do que no Brasil, eram incrivelmente saborosos, eram o chocolate que eu sentia falta, era lindo. Me deu vontade de chorar e eu só acho que não chorei porque eu teria lembrado nessa ocasião, apesar de eu chorar com certa frequência quando como um doce muito gostoso.

Já pensamos em voltar para o aeroporto, mas... eu preferia aproveitar mais. Eu fiz as contas e julguei que precisávamos voltar ali pelas oito horas da noite, que seria suficiente para chegar no aeroporto e conseguir fazer tudo, sem medo de perder trem. Afinal a linha Keikyu não era a mesma coisa que a linha Yamanote (mas era sim muito frequente, eu é que sou cagona). Ainda deveria ser umas seis, no máximo. Então saímos do shopping e continuamos a andar, sentido estádio de Yokohama. Passamos pela frente do estádio de Yokohama. Passamos pelos prédios da Sony e das outras empresas, eu esqueci quais são todas elas. Eu encontrei uma brechinha para me aproximar mais do mar e segui, entrando num lugar esquisito, cheio de mosquitos, mato, com uma entrada para um porto, mas esbarramos numa rua sem saída. Aí decidimos, ao invés de voltar, achar um outro caminhozinho do lado e... demos de frente para o mar. De frente. Haviam ali alguns pescadores e alguns casais apaixonados. Era um cenário muito romântico. A ponte que passava o riozinho minúsculo era muito linda, na real nem era grande porque era um rio minúsculo, mas que bom que estava lá, primeiro porque dizer que não se tem necessidade de uma ponte só porque um rio é curtinho seria bem capacitista da minha parte, segundo porque ela era muito romântica. Aquela vista para o mar era romântica. Foi um dos momentos mais românticos da minha vida. Se olhássemos para o lado, veríamos um parque de diversões todo colorido, moderno, com cara de novinho, com vários prédios maravilhosos de uma arquitetura bem futurista. A impressão que tive é que Yokohama é aquilo que Miami e, mais rebaixada ainda, Balneário Camboriú, gostariam de ser mas não tiveram condições por falta de criatividade e uso prudente do mar. Na verdade eu nunca fui a Miami mas não tenho nenhum interesse e duvido com todas as minhas forças que seja tão bonito quanto Yokohama, eu não acho que algo possa ser tão bonito quanto Yokohama, eu sinto muito.

Eu e minha esposa sentamos de frente para o mar. Eu e minha esposa ficamos um tempo juntos, abraçadas, falando pouco, mas pensando na vida e pensando em nós. Pensando sim nos desafios que enfrentaríamos ao chegar no Brasil, mas pensando em nós. Felizes. Aquela vista colorindo o nosso amor. Tiramos algumas fotos péssimas nos beijando, mas não importa. Para mim, Yokohama foi um dos melhores momentos do meu casamento, mesmo que tenham sido apenas quatro ou cinco horas na cidade, e especificamente uma meia hora ali de frente para o mar. Eu nunca parei para pensar mas, desde sempre, eu sou uma mulher muito romântica. Eu gosto de flores, gosto de cartas, gosto de me imaginar com a pessoa que amo em cenários bonitos, e aliás essa última talvez seja uma das minhas principais aspirações românticas: estar com alguém em um lugar bonito. Seria melhor se eu estivesse como sou, mas ao menos eu tinha uma batinha. Eu espero pelo dia em que voltaremos a Yokohama e pediremos a alguém para tirar uma foto incrível nossa nos beijando com aquela vista, comigo do jeito que sou, mas a minha memória é suficiente, e ajuda muito o fato de que eu só precisava olhar para minha esposa, eu não precisava olhar para mim. Ao menos a minha visão estava perfeita. Aquele dia pareceu perfeito. Eu sei que falei muito pouco, mas Yokohama pareceu um grande presente divino inesperado. Eu lembro mais uma vez porque é muito importante: não imaginava que faríamos algo além de ficar no aeroporto, e de repente convertemos cinco horas livres em cinco das horas mais importantes das nossas vidas. Eu te amo tanto, Yokohama, mas tanto! Você fez tanto por mim! Muito acima dos meus problemas, que eram enormes e estariam só começando, estava uma vista perfeita, um clima perfeito, uma cidade perfeita. Não me importa que deva ser a elite burguesa do Japão todinha morando ali com aqueles prédios gigantes de mil metros quadrados e talvez ninguém mais, poderia ser só o mar e aquela ponte, seria perfeito.

Foi perfeito.

Perfeito.

Quando o dia passou a se tornar noite, levantamos dali e fomos voltar para Haneda. Em primeiro lugar, passamos num mercado para comprar uma água porque era importante, havíamos andado demais e estávamos desidratadinhas. Preferimos andar por esses prédios mega chiques ao invés de seguir o caminho do shopping, o que nos levou a chegar à estação de Yokohama por um canto totalmente diferente. Mas antes disso preciso reiterar que talvez nunca tenha visto prédios e hotéis tão luxuosos e grandes na minha vida antes, eu realmente tenho pena de Balneário Camboriú porque eles nunca vão conseguir chegar lá, ainda que eu não ache que ter os prédios e hotéis mais luxuosos e grandes do mundo seja um bom objetivo para uma cidade. Mas é legal ver rico fracassando, mesmo que seja às custas de outro rico. Yokohama estava movimentada à noite, era um dia como qualquer outro. Pessoas voltando do trabalho. As luzes acendendo. A cidade ficando ainda mais agradável aos meus olhos, que adoro uma vista noturna, mas infelizmente já estávamos indo embora.

Na estação, descobrimos que o lugar era um imenso shopping subterrâneo. Quase paramos ali para comer alguma coisa, quase cedi e comprei mais roupinhas mas eu não podia experimentar e estava com medo de gastar (que novidade), mas chegamos ao trem. Tristes. Acabou. Agora acabou mesmo. Agora era encarar os processos de embarque e esperar o vôo. Era o fim mesmo. Então entramos no trem. Eu aproveitei toda a vista que podia entre Yokohama e Keikyu-Kamata porque seria a última vez por muito tempo. E quando saímos de Keikyu-Kamata sentido Haneda, eu aproveitei cada segundo de vista que podia porque seria a última vez por muito tempo. Chegamos no aeroporto, pegamos nossas malas, achamos aonde se fazia o check-in da Emirates, tivemos um pouco de trabalho com todas aquelas malas mas fizemos o check-in e entramos no... como é o nome daquilo? Lobby? Saguão? Onde só entra quem já fez check-in, tem um monte de loja, um monte de coisa para comprar. Ali fomos no banheiro, algo que estávamos bastante tempo sem, e depois eu descansei bastante porque precisava, porque estava no limite do limite do limite do estouro do limite da interação social para uma pessoa autista. Quando descansadas o suficiente fomos até o último restaurante do Japão, um lugar que vendia... não sei, nem lembro o que comemos, foi pizza? Foi um lanche gostoso? Não lembro, foi a comida mais ocidental que comemos ali naquele Japão, mas foi bem gostoso.

Tempo passa e segue passando. Uma hora da manhã chega. Mando foto me despedindo do Japão no grupo da família, mando foto me despedindo do Japão no grupo do trabalho. Entro no avião. Espero um pouco. Decolamos. Que maravilha esse dia, que dia inesperadamente gostoso, que escolhas boas, que despedida incrível. Eu levei uma sandália gothic lolita da Yosuke, eu comi um chocolate maravilhoso, eu tive acesso a uma das vistas mais bonitas e românticas do mundo com a pessoa que amo. Obrigada Japão. Pelo dia 29 e por todos os outros dias.

Tóquio, julho de 2025, acabou.

Você leu um capítulo da série Tóquio, Japão - Julho de 2025

escrito por nubobot42 narrado por nomiya